Parecia real a vida que levamos
Ao sair do trabalho dela pensava em casa encontrar o beijo
No supermercado comprava iogurte de cenoura, laranja e mel
(ela adorava desse)
E para ela eu lia e pensando nela escrevia - e vivia;
Ainda hoje a ela escrevo, mas com outra inspiração
Jogo ao vento e cravo no papel, o vazio dilacerante
Que a cada lembrança, me faz ser dor...
Por todos os lados a vejo, porém sem a encontrar;
Cada mulher que passa só me anuncia que a ela nunca irei
(pois não há duas)
Mas por que sofro, se ela nunca vi?
Será ela apenas imaginação? Pois dizem não haver perfeição;
Por que me deixas sofrer assim impiedoso coração?
Há tantas portas, tantas saídas, tantas; permita-me ao menos uma
Por que não posso ser como os outros? Por que não posso em outra esquecer?
Passam-se os tempos como os gatos que lá foram passeiam sobre meu telhado
Evito ouvir seus tristes miados, evito até olhar pra cidade dela na previsão do tempo
Tudo em vão, não me é possível fugir
Em mim mais do que em qualquer outra coisa, circula a cada pulsação
A voz, o nome, a forma e até o olhar, e isso me deixa feridas que não posso cicatrizar
Rogo-te apagar de minhas tua memória que em mim faz guarida
Deixa-me viver! Mas também me guarda, me proteja e não permita que eu te veja
Porque posso morrer ao ver-te junto a alguém que eu não seja
E te rogo por último, pra além dos tempos que minha juventude sofrida hoje imagina,
Um lomgo e apertado abraço... com teu cheiro, gosto e toque de flor-menina...
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Olá sou Magno Oliveira responsável pelo Blog Folhetim Cultural, convido lhe hoje a conhecer o nosso blog, que tem além de notícias, tem também atrações culturais. Como poesia, contos, crônicas e muito mais...
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