Ela agora vislumbrava uma existência tão inesperada e insólita que nem mesmo em quimeras havia acalentado. Soturno, agônico, feroz, arrebatador e intenso. Oh, como pode ser real tamanha visão de um ser siamês ao seu próprio? As indagações só não eram mais persistentes do que o sentir lascivo e entorpecente. A alucinação causada pelas tantas taças sorvidas de vinho era totalmente reles em comparação com o toque dos sentimentos mais abrasivos provindos dele. E dela? Sim! Duas existências em um só deleite, em uma só aparição cadavérica.
O eco que completa, que responde ao murmúrio mais inaudível (do outro), o reflexo mais fiel da imagem original, a reticência que faz do silêncio a mais aguda verdade e esta arde nas profundezas viscerais desses dois representados por apenas uma alma. Serão então três? Se forem, contemplam-se e consomem-se e nesse triângulo fazem do prazer um escravo, um submisso que acata as decisões de seus carrascos.
Olhar o outro é sentir a si mesmo. Todas as outras vozes deixaram de existir (será que dia algum de fato existiram?) na realidade idiossincrática daquela entrega pelo arrebatamento. A distância macula, mas faz das lembranças um altar perfeito para devassidões!
O eco que completa, que responde ao murmúrio mais inaudível (do outro), o reflexo mais fiel da imagem original, a reticência que faz do silêncio a mais aguda verdade e esta arde nas profundezas viscerais desses dois representados por apenas uma alma. Serão então três? Se forem, contemplam-se e consomem-se e nesse triângulo fazem do prazer um escravo, um submisso que acata as decisões de seus carrascos.
Olhar o outro é sentir a si mesmo. Todas as outras vozes deixaram de existir (será que dia algum de fato existiram?) na realidade idiossincrática daquela entrega pelo arrebatamento. A distância macula, mas faz das lembranças um altar perfeito para devassidões!
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