Máscara do que não se é?

Máscara do que não se é?
"Assemelham-se, porém não são. São, mas não se assemelham. Um jogo de esconde. Como se entrássemos num labirinto de espelhos, e perdêssemos a imagem verdadeira. Ou todas as imagens à nossa volta dadas como verdadeiras. Aceitar todas, admitindo a multiplicidade, ou permanecer em busca da única?" - Não verás país nenhum - Ignácio de Loyola Brandão.

Solidão quando almejada

Solidão quando almejada
"Eu era um homem que se fortalecia na solidão, ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho". (Charles Bukowski – Factótum, cap. 17, ed. lp&m e "Melancholy" - Van Gogh 1883).

02/07/2008

PurpleGreenHell

Vagando por entre brumas de cores nefastas, uma sombra de corpos siameses parece dizer “Não há mais faltas”. Queimando e congelando através dos meses; vivendo cada ano como se fossem centenas deles. Uma escada cercada pelo bizarro... Onde eternamente morrer afundando? No funesto enlameado barro! Como descer e subir a todos profanando? No carro de Hades e sempre a ausência de despedidas desejando.

3 lágrima(s) de sangue derramada(s):

Bruno disse...

"Não há mais faltas" quer dizer que o todo antes procurado foi encontrado finalmente? Faço essa pergunta mais como forma de constatação. O que vale é o que sentimos,é o que desperta em nós determinada leitura. E foi o que senti: tanto tempo a procura, tanto tempo já desistido. Agora o aproveitar se faz presente. "Onde eternamente morrer afundando?" Essa frase seria uma das preferidas de Nietzsche ahuihauhauhau e também de Tolstoi. Mas... pode a morte ser algo eterno? Ou será que isso é apenas para intensificar que a morte é como a vida que parece ter fim, mas sempre está presente? Me compliquei. Me dá as trevas. Também não preciso de luz para ver. Mas preciso de algo que me guie. ***Na espera.

Bruno disse...

Relendo já me achei mais. Incrível que esse blog me carrega para longe dos outros e para perto de mim. Ainda assim preciso das suas palavras. Algo a dizer além? Ou somente as entrelinhas falam por si?

Bruno disse...

Lembrei do texto "A incoerência de tudo" relendo o teu escrito. "Queimando e congelando". O que pode ser contraditório para alguns, para outros é significativamente cheio de sentido.

Pensando que aqui poderia ser um dos locais da minha utopia.