Centro de cidade grande é um atropelo só. E se não há entrevero, não é um centro! Quem nunca esbarrou ou foi esbarrado? Locais assim existem para que a parcimônia seja testada ou para que a pessoa perceba que definitivamente não a possui. Que não se possua parcimônia até é aceitável, mas que se tenha preconceito é não apenas inaceitável como ironicamente bizarro, partindo da idéia de que existe desenvolvimento mental.
A pressa pode (como é muitas vezes) ser usada como justificativa para a falta de vergonha na cara ou para que o respeito deixe de ser praticado.
“Tinha que ser branco!”, foi o que ouvi na seguinte situação meramente cotidiana (até quando???): uma mulher e um homem negros passavam, ele, por sua vez, carregava uma garrafa. Um outro homem (este branco, mas... e daí?) passou por eles e sem querer ou não bateu no ombro daquele e com isso a garrafa caiu molhando um pouco da calça do mesmo. Então, o homem negro fica furioso porque o homem branco saiu caminhando como se tudo estivesse normal. Ou será que ele ficou furioso não pelo fato de não ter escutado as desculpas, mas sim porque foi um homem branco que o fez derrubar a garrafa? Se fosse um negro como ele, ele nem teria reclamado? E se tivesse reclamado, como o teria chamado “de negro desgarrado de sua raça?”. O que sei é que vi ali um exemplo do preconceito de um daqueles que mais sofrem preconceito. Sofrem sim e isso vem desde o tempo histórico da escravidão. Foram libertados de trabalhar sem receber, mas suas amarras permaneceram. Sofrem, mas também acometem aos outros o mesmo tipo de preconceito. Só que não existe ofensa quando chamam alguém de branco. Por quê? Porque é a raça dominante? Em nosso país os negros são a raça dominante. E como a minoria ainda se gaba de ser branca? E como consegue sustentar o preconceito? E como consegue difundir o preconceito até mesmo naqueles que o sofrem? Alguém dirá “ah, eles estão pagando na mesma moeda”.
De qualquer forma, o que preciso ainda dizer é que aquela situação ocorreu não por causa da raça e sim por falta de respeito mesmo. O homem que esbarrou no outro poderia ter se voltado, dito que não teve a intenção ou que não o viu ou então que estava com pressa, enfim, algumas palavras ali poderiam ter sido determinantes para que o dito de preconceito não tivesse poluído meus sentidos.
O que sobra é uma revolta por ver cada vez mais que ainda confundem a aparência física com o que somos no íntimo. Uma face dentro dos padrões sociais pode ocultar uma alma insana. Um aspecto medonho pode encobrir uma mente inigualável! Cor da pele? E isso ainda conta? “Oh, desenvolvidos somos!”. Esta frase soa muito bem como a ironia mais incrível de todos os tempos!
A pressa pode (como é muitas vezes) ser usada como justificativa para a falta de vergonha na cara ou para que o respeito deixe de ser praticado.
“Tinha que ser branco!”, foi o que ouvi na seguinte situação meramente cotidiana (até quando???): uma mulher e um homem negros passavam, ele, por sua vez, carregava uma garrafa. Um outro homem (este branco, mas... e daí?) passou por eles e sem querer ou não bateu no ombro daquele e com isso a garrafa caiu molhando um pouco da calça do mesmo. Então, o homem negro fica furioso porque o homem branco saiu caminhando como se tudo estivesse normal. Ou será que ele ficou furioso não pelo fato de não ter escutado as desculpas, mas sim porque foi um homem branco que o fez derrubar a garrafa? Se fosse um negro como ele, ele nem teria reclamado? E se tivesse reclamado, como o teria chamado “de negro desgarrado de sua raça?”. O que sei é que vi ali um exemplo do preconceito de um daqueles que mais sofrem preconceito. Sofrem sim e isso vem desde o tempo histórico da escravidão. Foram libertados de trabalhar sem receber, mas suas amarras permaneceram. Sofrem, mas também acometem aos outros o mesmo tipo de preconceito. Só que não existe ofensa quando chamam alguém de branco. Por quê? Porque é a raça dominante? Em nosso país os negros são a raça dominante. E como a minoria ainda se gaba de ser branca? E como consegue sustentar o preconceito? E como consegue difundir o preconceito até mesmo naqueles que o sofrem? Alguém dirá “ah, eles estão pagando na mesma moeda”.
De qualquer forma, o que preciso ainda dizer é que aquela situação ocorreu não por causa da raça e sim por falta de respeito mesmo. O homem que esbarrou no outro poderia ter se voltado, dito que não teve a intenção ou que não o viu ou então que estava com pressa, enfim, algumas palavras ali poderiam ter sido determinantes para que o dito de preconceito não tivesse poluído meus sentidos.
O que sobra é uma revolta por ver cada vez mais que ainda confundem a aparência física com o que somos no íntimo. Uma face dentro dos padrões sociais pode ocultar uma alma insana. Um aspecto medonho pode encobrir uma mente inigualável! Cor da pele? E isso ainda conta? “Oh, desenvolvidos somos!”. Esta frase soa muito bem como a ironia mais incrível de todos os tempos!
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