De tanto suplicar,
A voz ficou rouca.
De tanto sofrer,
A vontade de viver
Tornou-se pouca!
Solidão quando almejada
"Eu era um homem que se fortalecia na solidão, ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho". (Charles Bukowski – Factótum, cap. 17, ed. lp&m e "Melancholy" - Van Gogh 1883).
03/03/2008
Súplicas de outrora
Marcadores:
Desespero Existencial,
Divagações,
Prosa Poética
Postado por
Fernanda Barros
às
Segunda-feira, Março 03, 2008
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5 lágrima(s) de sangue derramada(s):
Os teus poemas me fazem encontrar meus diversos "eus" e eles brigam, sai sangue, dói, macula, mas dessa forma vou entendendo melhor o que sou!
Toda essa angústia transparecida em poucos versos, é a mesma que existe dentro de alguns inusitados seres!
ÉS A POETISA DA MINHA ESSÊNCIA!
Amplexos!
É preciso resgatá-la, ainda que seja difícil.
Beijo!
Engraçado este último curto comentário! A pessoa conseguiu racionalizar a poesia. Ou seja, destruiu-a! Em poesia o que vale é sentir e escrever sobre isso, explanar o que foi despertado. E não fazer da razão algo maior. Rever os comentários também nos faz crescer...
Comentários são subjetivos e não adianta: cada um tem os seus e apresenta-os da forma que bem entende e é bem isso que vale... cada um se manifestando da forma que pensa melhor, mesmo que seja de maneira racional, mesmo que não seja da melhor forma como a poesia deve ser "encarada", são sempre bem-vindos comentários diversos! e concordo: analisando-os, podemos igualmente aprender mais. Por isso mesmo são tão relevantes.
Esse poema soa como uma representação mais=que-perfeita dessa súplica e desalento que veste a alma de muitas pessoas, ou até mesmo todas as almas em determinados momentos, tão como as estrelas vestem os céus a noite! Achei muito intrigante a maneira como conseguiu condensar tanta veracidade e densidade em poucas linhas, e como elas soam verdadeiras. Têm momentos que não conseguimos ver nada além da dor e do tal desalento, e acho que qualquer um que tenha vestido esse manto pelo menos alguma vez pode entender essa situação.
Como sempre, suas obras muito me encantam e surpreendem! :)
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