Máscara do que não se é?

Máscara do que não se é?
"Assemelham-se, porém não são. São, mas não se assemelham. Um jogo de esconde. Como se entrássemos num labirinto de espelhos, e perdêssemos a imagem verdadeira. Ou todas as imagens à nossa volta dadas como verdadeiras. Aceitar todas, admitindo a multiplicidade, ou permanecer em busca da única?" - Não verás país nenhum - Ignácio de Loyola Brandão.

Solidão quando almejada

Solidão quando almejada
"Eu era um homem que se fortalecia na solidão, ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho". (Charles Bukowski – Factótum, cap. 17, ed. lp&m e "Melancholy" - Van Gogh 1883).

03/03/2008

Súplicas de outrora

De tanto suplicar,
A voz ficou rouca.
De tanto sofrer,
A vontade de viver
Tornou-se pouca!

5 lágrima(s) de sangue derramada(s):

Bruno Daniel disse...

Os teus poemas me fazem encontrar meus diversos "eus" e eles brigam, sai sangue, dói, macula, mas dessa forma vou entendendo melhor o que sou!

Toda essa angústia transparecida em poucos versos, é a mesma que existe dentro de alguns inusitados seres!

ÉS A POETISA DA MINHA ESSÊNCIA!

Amplexos!

Cecília Borges disse...

É preciso resgatá-la, ainda que seja difícil.

Beijo!

BrunoPessoa disse...

Engraçado este último curto comentário! A pessoa conseguiu racionalizar a poesia. Ou seja, destruiu-a! Em poesia o que vale é sentir e escrever sobre isso, explanar o que foi despertado. E não fazer da razão algo maior. Rever os comentários também nos faz crescer...

fernanda disse...

Comentários são subjetivos e não adianta: cada um tem os seus e apresenta-os da forma que bem entende e é bem isso que vale... cada um se manifestando da forma que pensa melhor, mesmo que seja de maneira racional, mesmo que não seja da melhor forma como a poesia deve ser "encarada", são sempre bem-vindos comentários diversos! e concordo: analisando-os, podemos igualmente aprender mais. Por isso mesmo são tão relevantes.

c. disse...

Esse poema soa como uma representação mais=que-perfeita dessa súplica e desalento que veste a alma de muitas pessoas, ou até mesmo todas as almas em determinados momentos, tão como as estrelas vestem os céus a noite! Achei muito intrigante a maneira como conseguiu condensar tanta veracidade e densidade em poucas linhas, e como elas soam verdadeiras. Têm momentos que não conseguimos ver nada além da dor e do tal desalento, e acho que qualquer um que tenha vestido esse manto pelo menos alguma vez pode entender essa situação.

Como sempre, suas obras muito me encantam e surpreendem! :)